Thursday, January 10

badalhoca de cara, (...) é a que me tenta

Ando tão a leste a do mundo que soube ontem que Luíz Pacheco morreu. Aqui neste post a devida reverência. Lembro-me da excitação a afagar a capa d'O Libertino Passeia por Braga, na Loja do Júlio (Alfarrabista onde trabalhei e a quem devo metade da pessoa que sou).

Assim, deixo um pequeno extracto de um folhetim que li quando tinha 18 anos. Na altura, gostei dele por ser "fora", pela beleza e singeleza de um livro que era uma folha dobrada ao meio que falava do Minho, nem que fosse de Braga, eterna rival vimaranense.

Agora, louvo-lhe o estilo, a coragem e a polémica ainda necessária nestes tempos onde já não há mais FMIS e que se houver, tocam em ipods.


"Mas passam por mim duas miúdas: uma, grande cu descaído, badalhoca de cara, trouxa de carne a dar às pernas - é a que me tenta; outra, muito compostinha no trajar, casaco preto, saia branca ou creme, muito viva, muito espevitada. Atiro pontaria na badalhoca, a ver se avanço depressa o negócio, jogando no ganha-perde da beleza física e no cálculo das probabilidades dos complexos das feias. Vou-as seguindo, de rabo alçado como um garanhão, e a gorduchona já me topou. Olha para trás, por vezes. Já comunicou à parceira. A andar, a andar, chegamos a uma espécie de logradouro público, com certo ar antiquado e bancos largos de pedra, onde finda a linha dos eléctricos para o estádio (vejo o nome, Estádio 28 de Maio, oh a Política!, ah! ah!, isto só em Braga)."

2 Comments:

At 15:01, Anonymous radiomafia said...

prontos pá, tás llinkado!!

 
At 10:40, Blogger Me, Myself & I said...

Braga, my great, great city!
:)

 

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